terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Tô de partida.

"Astronauta, tá sentindo falta da Terra?
Que falta essa Terra te faz?
A gente aqui em baixo continua em guerra
Olhando aí pra lua, implorando por paz. (...)
Você não tá feliz onde você está?
Observando tudo a distância,
Vendo como a Terra é pequenininha
Como é grande a nossa ignorância
E como nossa vida é mesquinha. (...)"

Não vou ficar de manézisse e falar que eu gostaria de viver longe da Terra sem tudo o que eu tenho aqui. Mas não tô nem um pouco satisfeita. Principalmente comigo e com o meu comodismo de reclamar e não mexer a bunda. Não que eu seja um anjo que quer mudar o mundo. Longe disso.
Mas sabe o que é? Tá ficando chato e repetitivo viver aqui. É só olhar pro lado e ver que tudo está igual mas querendo se disfarçar de diferente. Inclusive a gente. É. Eu, você, o emo, o punk, o funkeiro, o americano, o israelense, o mendigo, o presidente, Deus e o diabo à quatro. No fundo somos todos grandes e iguais merdas. Todo mundo buscando ser único e todos acabam sendo a mesma coisa (mas isso é uma outra discussão).
A vida tá cada vez mas mesquinha e sem significado. Seja na luta por dinheiro, emprego, comida, poder, ego, paz... Tudo muito superficial e artificial.
Eu queria conseguir mandar tudo à merda e ir viver em algum lugar que não existe. Mas não vou fazer isso porque sou muito apegada à essa palhaçada toda e não tenho vergonha de assumir.
Espero um dia poder contar pra alguém que minha cabeça mudou e que eu deixei de fazer parte disso...


" Eu vou pra longe, onde não exista gravidade
Pra me livrar do peso da responsabilidade
De viver nesse planeta doente
E ter que achar a cura da cabeça e do coração da gente.
Chega de loucura, chega de tortura.
Talvez aí no espaço eu acho alguma criatura inteligente. (...)"